quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Efeitos colaterais da radioterapia
Os efeitos colaterais da radioterapia na região de cabeça e pescoço, tem impacto determinante na qualidade de vida do paciente. A saúde deficiente é um fator que contribui ainda mais para o surgimento de várias complicações, provocando a diminuição da motivação e consequente adesão do paciente ao tratamento, resultando em um pior prognóstico. Em pacientes com condições orais precárias, são indicadas extrações dos dentes comprometidos, pois existe o risco de osteorradionecrose. Naqueles que possuem condições bucais razoáveis, deve ser realizado todo o tratamento de conservação dental com complementação de flúor. Dentre os efeitos secundários temos: xerostomia (pouca salivação), mucosite (dor que se agrava com fumo e álcool), infecções oportunistas (devido a exposição de tecido) e disfagia (dificuldade em deglutir). Um dos efeitos tardios é a cárie.
Paciente oncológico e qualidade de vida
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde não apenas como ausência de doença, e sim bem-estar físico, mental e social. O bem-estar das pessoas em tratamento oncológico requer uma estratégia multidisciplinar com apoio na reabilitação bucomaxilo facial. No momento do planejamento do tratamento reabilitador, a orientação ao paciente deve evidenciar a preocupação em minimizar seu sofrimento, apesar das dificuldades decorrentes de uma ressecção e/ou sequela de uma cirurgia ou radioterapia, e oferecer uma reabilitação dentro das possibilidades.O componente emocional possibilita ao paciente adquirir uma atitude mais positiva, facilitando a vivência do problema com seu comprometimento físico e emocional, auxiliando na reestruturação dos aspectos interpessoais e reintegração psicossocial, uma vez que recursos de enfrentamento serão fortalecidos. O paciente acometido de câncer de cabeça e pescoço apresenta um quadro de debilidade física e sintomas exacerbados pelas sequelas do tratamento, com indicações cirúrgicas, radioterápica e quimioterápica. A saúde oral desses pacientes deve estar em bom estado, uma vez que a boca possibilita a ação de agentes agressores, predispondo a lesões, que além de sintomas locais, podem desencadear complicações sintêmicas. O quadro é agravado naqueles que fazem tratamento radioterápico. A reabilitação bucal vai ajudar no planejamento e instalação de próteses imediatas e reparadoras em regiões acometidas intra e extraorais.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Escolha escova correta!!!
Acerte na escolha de sua escova de dentes. Ela deve se adequar a sua boca para que consiga fazer uma boa escovação. A mais indicada é macia, de cabeça pequena para alcançar detritos que ficam entre dentes e a gengiva. O ideal é trocar de escova a cada 4 meses. Consulte seu dentista para saber qual é a mais indicada para seu caso.
Bebê que nasce com dente?
A dentição dos bebês se dá por volta dos 6 meses de vida, mas alguns já nascem com dentes, são chamados "dentes natais". Procure um odontopediatra para avaliar o grau de mobilidade do dente, se deve extrair ou somente lixar, evitando assim traumas na língua e durante a amamentação.
Quando o emocional interfere nos dentes
Problemas todas as pessoas têm mas, quando as dificuldades tornam-se emocionais, podem afetar o corpo. As tensões podem atingir os dentes, causando dores como bruxismo, mais conhecido como ranger ou apertar os dentes. Estresse, ansiedade, fechar a boca de forma errada, oclusão (problema na mordida entre as arcadas superior e inferior) são alguns sintomas que provocam o bruxismo. O sintoma mais comum é uma forte dor de cabeça. Segundo especialistas, o bruxismo é uma espécie de disfunção que é mais comum durante o sono, onde é realizada uma pressão maior. Com o tempo, se não cuidar do problema, pode haver um desgaste e até mobilidade dos dentes, levando a danos no osso, gengiva e articulação. O tratamento envolve medicações para ansiedade associado a uma placa de mordida usada para dormir. Nesses casos deve-se evitar mascar chiclete e morder objetos que causem pressão nos dentes. Esse problema atinge homens, mulheres e crianças. Portanto, a qualquer sintoma deve-se procurar o dentista para correta avaliação e tratamento.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Sensibilidade dental
A sensibilidade dentinária é uma resposta dolorosa a estímulos térmicos, mecânicos ou químicos. A partir do diagnóstico o dentista pode traçar estratégias para tratamento. O mais comum é a sensibilidade decorrente de retrações gengivais, onde ocorre exposição dentinária, decorrente de escovação incorreta ou tratamento periodontal severo. Os dentes mais afetados são os pré-molares e primeiros molares. O objetivo é obliterar mecanicamente os túbulos dentinários expostos e o paciente deve usar escovas extra macias, sem aplicar força. Deve também evitar alimentos ácidos. Alguns cremes dentais a base de citratos precisam de pelo menos 2 semanas para um resultado satisfatório. Produtos a base de fosfosilicato de cálcio e sódio atuam obliterando a dentina exposta deixando o dente mais resistente a ataques ácidos. Em consultório a opção de escolha é o uso de fluoretos em alta concentração. Cabe ao dentista realizar o diaganóstico e decidir pela melhor terapia em cada caso, buscando melhor qualidade de vida ao paciente.
Clareamento dental
A busca pela estética é uma realidade na sociedade moderna. O clareamento dental encontra destaque entre os tratamentos cosméticos, fazendo com que diversas técnicas surgissem na tentativa de solucionar esse problema. As mais comuns são aquelas que empregam géis clareadores a base de peróxido de hidrogênio, aplicados pelo próprio paciente sob orientação do profissional. São técnicas eficazes e seguras. Associadas a esse tratamento existem enxaguatórios bucais e dentifrícios. O mecanismo de ação desses produtos bem como suas indicações variam dependendo da origem e causas dos manchamentos bucais. As alterações de cor dos dentes podem ter origem extrínseca (dieta) ou intríssecas (interna). Os dentifrícios atuam por abrasividade removendo mecanicamente as manchas externas. Os enxaguatórios atuam quimicamente na estrutura dental. Todos os agentes são seguros e podem ser usados diariamente sob orientação do dentista.
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