quinta-feira, 7 de abril de 2016
Açúcar??? Cárie???
Em 2015 a Organização Mundial da Saúde publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação com consumo excessivo de açúcar. A recomendação não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Em uma dieta de 2000k/cal a quantidade máxima deve ser de 50g, ou seja, 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui os açúcares naturais das frutas. O Ministério de Saúde Pública no Brasil recomenda que o consumo deve ser moderado. A introdução precoce do açúcar na dieta da criança pode levar a série de problemas como a cárie dentária, obesidade e diabetes. Evitar a ingestão de sacarose e outros carboidratos que são rapidamente absorvidos é uma forma de prevenir problemas futuros. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar (ex: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, açúcar invertido, açúcar líquido, açúcar de coco e frutose). Precisamos ficar atentos a lista de ingredientes encontrados nos alimentos industrializados, onde o 1o que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. As práticas alimentares no 1o ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem restrição ao açúcar mesmo após os 2 anos de idade. Nessa fase deve-se estimular ao máximo alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. O consumo de açúcar deve ser racional.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Piercing lingual
Dentre os piercings orais, os mais usados são os bucais e dentais. O dental é bem menos traumatizante na colocação. O bucal é realizado com anestesia após perfuração da mucosa e dos lábios, bochechas ou língua. No dental, uma pequena lasca de metal brilhante, como ouro ou aço é colado na face externa do dente e nenhuma estrutura dentária é prejudicada ou desgastada. Podem ocorrer algumas complicações locais como hemorragia, inflamação, aumento do fluxo salivar, reação alérgica ao metal e trauma (ao osso e dentes, desencadeando reabsorções e fraturas). Também pode ser vetor de alguns vírus como HIV, hepatite e herpes. E o paciente corre o risco de engolir peças soltas no processo de instalação. Devido a falta de conhecimento a respeito dos riscos e malefícios que tem o uso de piercing de forma geral, a melhor escolha é não fazer o piercing oral. Caso opte por usar, deve-se remover e limpar diariamente, e realizar consultas odontológicas periódicas para proservação da saúde.
Piercing oral
O termo piercing vem do inglês e significa perfurar, é usado para definir adornos que são fixados em diferentes locais do corpo através de perfurações. Normalmente são feitos em nariz, umbigo, mamilos, sobrancelhas, orelhas, órgãos sexuais e região oral, onde atua o dentista. Os três tipos principais de piercings orais, quanto ao formato da barra de material empregada são o lambrette (geralmente colocado no lábio inferior), o barbell (usado normalmente na língua) e o anillo (lábios e zonas laterais da língua). Os adolescentes são teimosos e os pais têm dificuldade em impedir os modismos, cedo ou tarde, o filho aparece em casa com alguma novidade no corpo. Muitos adolescentes colocam piercing ou fazem tatuagem para se destacar no grupo ou definir traços de sua personalidade (entre 15 e 19 anos). Ultimamente um dos locais preferidos tem sido a cavidade oral. Porém, enquanto menor de idade, o adolescente não pode fazer aplicações de piercing sem autorização dos pais e/ou responsáveis.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Terapia fotodinamica e síndrome de Down
O tratamento da doença periodontal em pessoas com síndrome de Down é pouco estudado, apesar das características específicas desses pacientes, como resposta imunológica deficiente que favorece a doença gengival. A ação antimicrobiana do tratamento da terapia fotodinâmica ( a base de laser e corante azul de metileno) favorece a modulação da resposta inflamatória e contêm infecção. A fibra ótica do aparelho penetra na bolsa periodontal descontaminando a região. Com isso ocorre uma diminuição do sangramento e profundidade das bolsas. Esse tratamento deve ser feito após raspagem e alisamento coronário radicular, profilaxia e aplicação tópica de flúor, como coadjuvante ao tratamento.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Erosão dentária
A erosão dentária é causada pela ingestão de alimento ácidos (molhos, bebidas ácidas como refrigerantes e sucos de frutas cítricas) ou medicamentos como AAS (ácido acetilsalicílico), pastilhas de vitamina C e drogas antiasmáticas. provoca lesões leves e deve ser tratada o quanto antes, para que as características funcionais e estéticas dos dentes não sejam comprometidas. Pacientes que tem problemas gástricos como azia, refluxo e vômitos, também são comumente vítimas da erosão dentária, além de nadadores que tem maior contato com cloro da piscina. Não ocorre envolvimento bacteriano e pode ser agravada por fenômenos como abrasão e atrição. Nesse processo íons cálcio e fosfato são removidos, gerando perda de tecido mineralizado nos dentes. O uso de bochechos fluoretados ajudam a aumentar a resistência do esmalte à dissolução causada pelos ácidos. O consumo de produtos como queijo e leite ajudam. O uso de gomas de mascar sem açúcar estimulam a salivação e também auxiliam a neutralização dos ácidos. Tratamentos restauradores são indicados quando existe considerável perda de esmalte.
Tratamento para câncer de boca
Tumores iniciais (estágios clínicos I e II) podem ser tratados por cirurgia ou radioterapia e apresentam índices semelhantes de cura, de aproximadamente 80% a 90%. Contudo, a cirurgia é o tratamento de escolha para tumores, por apresentar menor morbidade. A radioterapia apresenta efeitos colaterais importantes como mucosite, xerostomia, osteorradionecrose e cáries de radiação. O tratamento cirúrgico para tumores iniciais consiste em ressecção ampla com margens cirúrgicas adequadas e tratamento dos linfonodos cervicais. O risco de complicações é baixo. Para tumores avançados o tratamento deve associar cirurgia e radioterapia, as vezes inclui quimioterapia. As taxas de cura diminuem em relação aos tumores iniciais. Aproximadamente 50% dos pacientes ficam livres do câncer por um período de cinco anos.
Principais sintomas do HPV na boca
Normalmente o paciente não apresenta grandes queixas. desconforto e aspereza em alguma região da boca podem ser relatados. O exame clínico bem detalhado é fundamental para o diagnóstico dessas lesões, que se apresentam em forma de placa branca ou vermelha com superfície irregular (verruciforme). Também podem aparecer na forma de pequenos nódulos ou pápulas com superfície formando pequenas projeções (papilas) que recebem a denominação de papilomas.
Assinar:
Postagens (Atom)







