O hemangioma infantil é um tumor benigno que ocorre devido a proliferação de vasos sanguíneos. O diagnóstico é realizado por anamnese, exame físico e histopatológico. Ocorre em 5 a 10% dos recém-nascidos. É uma lesão assintomática e pode aparecer nos lábios, língua, mucosa e palato, com predileção nas mulheres. Clinicamente pode ser plano ou elevado, com superfície lisa ou nodular e tamanhos variados. Conforme o tecido envolvido pode ocasionar deformação na área afetada. A conduta terapêutica deve ser criteriosa e individualizada. Os de origem congênita involuem até os 8 ou 10 anos de idade. Se após essa idade a lesão ainda estiver presente pode-se considerar tratamento cirúrgico. Outras alternativas são laser, agentes esclerosantes, crioterapia, uso de corticóides e excisão cirúrgica.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Açúcar??? Cárie???
Em 2015 a Organização Mundial da Saúde publicou o Guideline: Sugar Intake for Adults and Children devido a grande preocupação com consumo excessivo de açúcar. A recomendação não deve ultrapassar 10% do total das calorias diárias para adultos e crianças. Em uma dieta de 2000k/cal a quantidade máxima deve ser de 50g, ou seja, 10 colheres de chá. Essa quantidade inclui os açúcares naturais das frutas. O Ministério de Saúde Pública no Brasil recomenda que o consumo deve ser moderado. A introdução precoce do açúcar na dieta da criança pode levar a série de problemas como a cárie dentária, obesidade e diabetes. Evitar a ingestão de sacarose e outros carboidratos que são rapidamente absorvidos é uma forma de prevenir problemas futuros. Há pelo menos 61 nomes diferentes para o açúcar (ex: açúcar de milho, amido modificado, mel, dextrose, xarope de glicose, açúcar invertido, açúcar líquido, açúcar de coco e frutose). Precisamos ficar atentos a lista de ingredientes encontrados nos alimentos industrializados, onde o 1o que aparecer é aquele que se encontra em maior quantidade. As práticas alimentares no 1o ano de vida constituem um marco importante na formação dos hábitos das crianças e muitos pais fazem restrição ao açúcar mesmo após os 2 anos de idade. Nessa fase deve-se estimular ao máximo alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. O consumo de açúcar deve ser racional.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Piercing lingual
Dentre os piercings orais, os mais usados são os bucais e dentais. O dental é bem menos traumatizante na colocação. O bucal é realizado com anestesia após perfuração da mucosa e dos lábios, bochechas ou língua. No dental, uma pequena lasca de metal brilhante, como ouro ou aço é colado na face externa do dente e nenhuma estrutura dentária é prejudicada ou desgastada. Podem ocorrer algumas complicações locais como hemorragia, inflamação, aumento do fluxo salivar, reação alérgica ao metal e trauma (ao osso e dentes, desencadeando reabsorções e fraturas). Também pode ser vetor de alguns vírus como HIV, hepatite e herpes. E o paciente corre o risco de engolir peças soltas no processo de instalação. Devido a falta de conhecimento a respeito dos riscos e malefícios que tem o uso de piercing de forma geral, a melhor escolha é não fazer o piercing oral. Caso opte por usar, deve-se remover e limpar diariamente, e realizar consultas odontológicas periódicas para proservação da saúde.
Piercing oral
O termo piercing vem do inglês e significa perfurar, é usado para definir adornos que são fixados em diferentes locais do corpo através de perfurações. Normalmente são feitos em nariz, umbigo, mamilos, sobrancelhas, orelhas, órgãos sexuais e região oral, onde atua o dentista. Os três tipos principais de piercings orais, quanto ao formato da barra de material empregada são o lambrette (geralmente colocado no lábio inferior), o barbell (usado normalmente na língua) e o anillo (lábios e zonas laterais da língua). Os adolescentes são teimosos e os pais têm dificuldade em impedir os modismos, cedo ou tarde, o filho aparece em casa com alguma novidade no corpo. Muitos adolescentes colocam piercing ou fazem tatuagem para se destacar no grupo ou definir traços de sua personalidade (entre 15 e 19 anos). Ultimamente um dos locais preferidos tem sido a cavidade oral. Porém, enquanto menor de idade, o adolescente não pode fazer aplicações de piercing sem autorização dos pais e/ou responsáveis.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Terapia fotodinamica e síndrome de Down
O tratamento da doença periodontal em pessoas com síndrome de Down é pouco estudado, apesar das características específicas desses pacientes, como resposta imunológica deficiente que favorece a doença gengival. A ação antimicrobiana do tratamento da terapia fotodinâmica ( a base de laser e corante azul de metileno) favorece a modulação da resposta inflamatória e contêm infecção. A fibra ótica do aparelho penetra na bolsa periodontal descontaminando a região. Com isso ocorre uma diminuição do sangramento e profundidade das bolsas. Esse tratamento deve ser feito após raspagem e alisamento coronário radicular, profilaxia e aplicação tópica de flúor, como coadjuvante ao tratamento.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Erosão dentária
A erosão dentária é causada pela ingestão de alimento ácidos (molhos, bebidas ácidas como refrigerantes e sucos de frutas cítricas) ou medicamentos como AAS (ácido acetilsalicílico), pastilhas de vitamina C e drogas antiasmáticas. provoca lesões leves e deve ser tratada o quanto antes, para que as características funcionais e estéticas dos dentes não sejam comprometidas. Pacientes que tem problemas gástricos como azia, refluxo e vômitos, também são comumente vítimas da erosão dentária, além de nadadores que tem maior contato com cloro da piscina. Não ocorre envolvimento bacteriano e pode ser agravada por fenômenos como abrasão e atrição. Nesse processo íons cálcio e fosfato são removidos, gerando perda de tecido mineralizado nos dentes. O uso de bochechos fluoretados ajudam a aumentar a resistência do esmalte à dissolução causada pelos ácidos. O consumo de produtos como queijo e leite ajudam. O uso de gomas de mascar sem açúcar estimulam a salivação e também auxiliam a neutralização dos ácidos. Tratamentos restauradores são indicados quando existe considerável perda de esmalte.
Tratamento para câncer de boca
Tumores iniciais (estágios clínicos I e II) podem ser tratados por cirurgia ou radioterapia e apresentam índices semelhantes de cura, de aproximadamente 80% a 90%. Contudo, a cirurgia é o tratamento de escolha para tumores, por apresentar menor morbidade. A radioterapia apresenta efeitos colaterais importantes como mucosite, xerostomia, osteorradionecrose e cáries de radiação. O tratamento cirúrgico para tumores iniciais consiste em ressecção ampla com margens cirúrgicas adequadas e tratamento dos linfonodos cervicais. O risco de complicações é baixo. Para tumores avançados o tratamento deve associar cirurgia e radioterapia, as vezes inclui quimioterapia. As taxas de cura diminuem em relação aos tumores iniciais. Aproximadamente 50% dos pacientes ficam livres do câncer por um período de cinco anos.
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